O papel do estrogênio na distribuição da gordura corporal da mulher

O papel do estrogênio na distribuição da gordura corporal da mulher

O estrogênio é um dos principais hormônios sexuais femininos. Sua influência pode ser observada ao longo das diferentes fases da vida da mulher, desde a puberdade até a menopausa, incluindo no peso e acúmulo de gordura corporal.

Mas você sabe de que forma o estrogênio interfere em como a gordura se acumula no corpo feminino? Esse é o assunto do nosso artigo de hoje!

Como o estrogênio influencia a gordura corporal?

O estrogênio regula diversos processos metabólicos e está diretamente envolvido no armazenamento e distribuição da gordura. Suas ações são mediadas por receptores hormonais presentes no tecido adiposo e em outros órgãos. A distribuição da gordura no corpo feminino está fortemente relacionada às mudanças hormonais que ocorrem ao longo da vida.

1. Na puberdade

Durante a adolescência, o aumento na produção de estrogênio leva ao acúmulo de gordura principalmente na região dos quadris, coxas e glúteos, conferindo ao corpo feminino um formato mais curvilíneo. Esse padrão de distribuição de gordura é conhecido como ginecóide e tem função biológica importante, preparando o corpo para uma eventual gravidez.

Além disso, o estrogênio atua no crescimento ósseo e na maturação sexual, influenciando diretamente o desenvolvimento das características femininas. A quantidade de gordura corporal aumenta nesse período, mas sua distribuição equilibrada contribui para a saúde metabólica.

2. Na idade adulta e fase reprodutiva

Em mulheres jovens, o estrogênio auxilia na regulação do peso corporal e na manutenção da sensibilidade à insulina, favorecendo o armazenamento de gordura em locais estratégicos, como coxas e glúteos. Essa distribuição contribui para a saúde cardiovascular e metabólica, reduzindo os riscos de doenças relacionadas à obesidade visceral.

Além disso, durante a gravidez, os níveis de estrogênio aumentam significativamente, promovendo ainda mais o armazenamento de gordura subcutânea, que serve como reserva energética para a gestação e a amamentação.

3. Na menopausa

Com a queda nos níveis de estrogênio durante a menopausa, ocorre uma redistribuição da gordura corporal. O acúmulo de gordura passa a ser mais centralizado na região abdominal, caracterizando um padrão andróide (semelhante ao padrão masculino). Esse acúmulo de gordura visceral está associado a um maior risco de doenças metabólicas, como diabetes tipo 2, resistência à insulina, hipertensão e doenças cardiovasculares.

A redução do estrogênio também impacta a taxa metabólica basal, tornando mais difícil a manutenção do peso corporal. Além disso, a menor produção hormonal pode levar a alterações na composição corporal, com redução da massa muscular e aumento da gordura corporal total.

Estrogênio e metabolismo: qual a relação?

Além de influenciar a distribuição da gordura, o estrogênio também é importante no metabolismo. Entre suas principais funções, podemos destacar:

  • Regulação da fome e do gasto energético: O estrogênio age no hipotálamo, modulando a sensação de fome e o metabolismo basal, o que explica por que algumas mulheres relatam maior apetite durante períodos de variação hormonal, como o ciclo menstrual e a menopausa.
  • Sensibilidade à insulina: Durante a fase reprodutiva, o estrogênio melhora a resposta do organismo à insulina, ajudando a prevenir o acúmulo excessivo de gordura visceral e reduzindo o risco de resistência à insulina.
  • Metabolismo das gorduras: Ele favorece a oxidação de lipídios, auxiliando na manutenção do peso corporal e reduzindo os depósitos de gordura em áreas propensas ao acúmulo.
  • Saúde cardiovascular: O estrogênio exerce um efeito protetor no coração, ajudando a manter os níveis saudáveis de colesterol e reduzindo o risco de doenças cardíacas, especialmente antes da menopausa.

Como manter um equilíbrio hormonal saudável?

Para evitar os efeitos negativos das alterações hormonais na distribuição da gordura corporal, algumas estratégias podem ser adotadas:

1. Alimentação balanceada

Uma dieta rica em alimentos anti-inflamatórios, como peixes, oleaginosas, frutas e vegetais, pode ajudar a equilibrar os hormônios e evitar o acúmulo de gordura abdominal. O consumo de fibras também regula o metabolismo, ajudando na digestão e na eliminação de toxinas.

Além disso, é importante reduzir o consumo de açúcar refinado e carboidratos simples, como alimentos feitos com farinha branca, que podem levar a picos de insulina e favorecer o ganho de peso abdominal.

2. Atividade física regular

Exercícios aeróbicos e de força ajudam a reduzir a gordura visceral e a manter a saúde metabólica. Treinos de resistência, como musculação, são particularmente eficazes para minimizar a perda de massa muscular durante a menopausa e contribuir para um metabolismo mais ativo.

3. Controle do estresse

O estresse crônico pode afetar negativamente o equilíbrio hormonal, aumentando os níveis de cortisol e favorecendo o acúmulo de gordura abdominal.

Práticas como meditação, técnicas de respiração e manter um sono de qualidade equilibram os hormônios.

4. Terapia de reposição hormonal (TRH)

Para algumas mulheres na menopausa, a terapia de reposição hormonal pode ser uma alternativa para mitigar os efeitos da queda do estrogênio, incluindo a redistribuição da gordura corporal.

Ponto de equilíbrio

Manter uma alimentação saudável, praticar exercícios e adotar estratégias para o controle do estresse minimizam os impactos das mudanças hormonais e promovem a saúde geral.

Se houver dúvidas ou dificuldades na manutenção do peso, procure ajuda especializada para um acompanhamento individualizado.

O papel do estrogênio na distribuição da gordura corporal da mulher

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